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Biologia roubada

Opinião Pública | 19/04/2017 | | IFE CAMPINAS

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Segundo alguns entendidos, a ”teoria de gênero” seria uma forma bem concreta de tutela das minorias e sua adoção, como proposta pedagógica, consistiria num avanço civilizacional em respeito aos direitos humanos. Contudo, a ”teoria de gênero” é tão arbitrária quanto o esforço teórico que procura favorecê-la, já que divorciado de qualquer base empírica.

A ”teoria de gênero” defende a total irrelevância do dado biológico, com seus componentes neurológicos, fisiológicos, psíquicos e psicossomáticos, na constituição da identidade sexual do indivíduo. Ela simplesmente elimina, sem qualquer critério científico sustentável, esse dado como premissa epistemológica no estudo da sexualidade humana.

Nesse sentido, não haveria um gênero só (humano), fundado em dois sexos (feminino e masculino), mas tão somente uma infinidade de gênero, entendido como os papéis sexuais exercidos pelos indivíduos na sociedade no curso da história (heterossexual, homossexual, bisexual, transexual, pansexual, assexual e outros).

O gênero do indivíduo seria uma elaboração estritamente pessoal e cambiável ao longo de sua existência, toda vez que ele se ˜descobrisse” pertencente a esse ou àquele papel sexual. Então, como efeito, o dado biológico seria uma dimensão aprisionante, da qual o indivíduo deveria libertar-se histórica e culturalmente em prol de sua emancipação sexual.

Ao ignorar, solenemente, o dado biológico, a aludida teoria começa a deixar a cair a máscara pedagógica para mostrar sua faceta ideológica, porque, além de carecer de cientificidade, ainda atua em favor do proselitismo de uma concepção única da sexualidade, a sustentar que a base do gênero não é mais o componente biológico aliado ao sociocultural, mas tão somente a vontade individual, alçada ao grau de total absolutização, a ponto de poder não só negar os aportes positivos da herança natural, social e cultural, mas de poder transgredi-la totalmente.

Assim, cada indivíduo poderia desconstruir, fazer e desfazer livremente sua própria identidade de gênero, a qual restaria convertida a uma criação ativa e autodeterminante individualmente, seguindo a lógica do “atuo, logo sou”, segundo o vai-e-vem de sua vontade desejante. Cada um passaria a ser o deus de si mesmo. Ao fim, diante dessa neutralidade dos inúmeros e incontáveis gêneros, o império da igualdade social finalmente chegaria à sua plenitude.

Percebemos claramente que, se o combate à toda forma de injusta discriminação impõe-se em nossa realidade social, por outro lado, não é por intermédio da instituição legal ou acadêmica de um único modo de pensar, ver ou sentir é que isso será superado.

Essa postura tem o nítido aroma da intolerância, tal como tudo que namora com o autoritarismo político: as notações desse aroma são a mordaça ao pensamento contrário, a mobilização do patrulhamento inquisitório e a ridicularização do adversário na arena dialógica.

Na base desse aroma, notamos que seus artífices são incapazes de lidar com a diversidade intelectual, bem avessa à canga da prosápia que sustentam, porque um verdadeiro e próprio estudioso deveria apenas pensar que posicionamentos opostos nada mais são que outros modos de pensar de outros cidadãos, os quais têm tantos direitos quanto ele.

Heidegger afirmava que cada época tem um tema para o pensamento se debruçar. Quando a distinção entre o biológico e o sociológico degenera para uma oposição entre natureza e existência, o gênero transforma-se num projeto com pretensões de transformação social, a desconstruir a linguagem, a educação e a cultura.

Então, em resposta ao filósofo, a pauta para reflexão de nosso tempo – para todos, todas e, sobretudo, para todxs – é a do fato biológico humano “irrevogável”: nasça homem ou mulher, você irá morrer como homem ou mulher, porque, no nível celular humano, só há espaço para verdade biológica e não para construções mentais inverossímeis.

André Gonçalves Fernandes é juiz de direito, doutorando em Filosofia e História da Educação, professor, pesquisador, coordenador acadêmico do IFE e membro da Academia Campinense de Letras (fernandes.agf@hotmail.com)

Artigo publicado no jornal Correio Popular, edição 19/04/2017, Página A-2, Opinião.

Imagem do Slider: cena do documentário “Lavagem cerebral”, Parte 1 – “Gênero: O paradoxo da igualdade”. Disponível <online> em <https://www.youtube.com/watch?v=G0J9KZVB9FM&index=1&list=PL7wMiNA1tIPjx1hud4oWunVbEF2B4M1jh>

Progressistas: idiotas úteis?

Opinião Pública | 15/02/2017 | | IFE CAMPINAS

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Nesses últimos tempos, há muita confusão de ideias no ar. O odor é inconfundível. É como abrir um armário cheio de roupas numa casa de praia totalmente fechada, depois de um verão muito chuvoso: o mofo está ali dentro, mas não se consegue visualizá-lo de plano. Será preciso arejar a casa, separar a roupa mofada, lavá-la e secá-la bem. Do contrário, o bolorento e o não-bolorento permanecerão indistintos.

Essa confusão fica muito clara na atribuição de sentido da expressão “progressista”. Vivemos tempos progressistas: nas noções de propriedade (shared ownership), de família (patchwork family), de casamento (same-sex e opposite-sex), de amor (love-affection), de sexo (gender) e tantas outras que povoam a mídia e as redes sociais.

Nessas mudanças, há aspectos positivos, porque muitas dimensões da existência humana foram resgatas, e também negativos, pois o novo, não raro, transforma-nos em cobaias no laboratório social de experimentos ideológicos duvidosos. Em suma, ser minimamente crítico desses tempos progressistas pode fazer apontar para si a metralhadora giratória da patrulha desse admirável mundo novo.

Eis os cartuchos dessa arma: reacionário, fascista, neonazista, xenófobo, homofóbico, racista, intolerante, machista, sexista, misógino, entre outros. Se é verdade que boa parte dessa patrulha não saberia definir satisfatoriamente quaisquer um desses qualificativos, porque, como idiotas úteis, sequer conseguem distinguir uma fatia de presunto de uma bola de futebol, também é verdade que essas réplicas rotuladas e nada reflexivas são um véu diáfano que permite visualizar a realidade do projeto progressista.

O projeto progressista tout court é uma pauta política totalitária. Não compartilhar do credo progressista é motivo suficiente para um sujeito ser banido da esfera dialógica, pois seus argumentos não gozam de suficientes razões públicas. Seria tudo religioso, obscurantista, medieval, retrógrado e tradicionalista.
A trama da costura daquele véu é feita com as atraentes linhas da tolerância, do pluralismo e da diversidade, as vacas sagradas de nossos especialistas e jornalistas. São tidos por valores absolutos e não podem sofrer qualquer tipo de objeção dotada de um mínimo de racionalidade.

Ao partir da premissa de uma suposta incapacidade de adquirirmos um conhecimento certo daquilo que é bom e justo no seio social, a cartilha progressista obriga-nos a tolerar todas as opiniões a respeito ou a reconhecer como igualmente aceitáveis todas as diversas e plurais preferências a respeito dos mesmos bens.

Levado esse raciocínio até as últimas consequências, caíremos no conhecido paradoxo de Popper: sem limites, aquelas vacas sagradas desaparecem. Por falar em Popper, quando o progressismo condena todas as posições não-progressistas, eis que baseadas na capacidade humana em saber distinguir, dentre aquelas noções, o bom e o justo, sua falsidade é facilmente demonstrável.

Por detrás da rejeição apaixonada destes absolutos morais, discernimos uma interpretação particular da realidade, segundo a qual aquelas vacas sagradas mereceriam um respeito irrestrito. Mas há uma tensão entre estas e os absolutos morais do bom e do justo.

Num dado momento, é inevitável uma escolha entre o cultivo sem inibições da individualidade (causa primária daquelas vacas sagradas) e os citados absolutos. O progressismo opta pelo primeiro. Dado esse passo, as ditas vacas aparecem como um valor entre muitos outros e não como intrinsecamente superior aos seus concorrentes.

Em outras palavras, aqueles absolutos morais, nessa lógica, têm o mesmo valor que as vacas sagradas do progressismo, porque o estatuto desigual de uma escolha nesse caso só pode ser relacionado com o ato de escolha em si e não com seus respectivos objetivos. Ou seja, uma escolha progressista genuína, por mera contraposição a um absoluto moral tido como ultrapassado, nada mais é do que uma singela decisão resoluta. Só isso.

Nesses tempos progressistas, é proibido pensar diferente naquelas noções já citadas. Transformaram a saudável equidade de Rawls em igualitarismo de vitrine. Se nossa sociedade resolver abraçar essa nova deriva totalitária, confesso que, lá na frente, escusarei os idiotas úteis. Afinal, a idiotice que os caracteriza, por suposto, dá-lhes uma certa presunção relativa de ignorância acerca da manipulação utilitária da qual foram vítimas sociológicas. Com respeito à divergência, exceto daquela proveniente dos idiotas úteis, é o que penso.

André Gonçalves Fernandes é juiz de direito, doutorando em Filosofia e História da Educação, professor, pesquisador, coordenador acadêmico do IFE e membro da Academia Campinense de Letras (fernandes.agf@hotmail.com)

Artigo publicado no jornal Correio Popular, edição 15/02/2017, Página A-2, Opinião.

Diferença interdita

Opinião Pública | 26/10/2016 | | IFE CAMPINAS

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Assistimos, neste começo de século, à proibição das diferenças. Tudo se organiza para que, no afã de se buscar a igualdade entre os sexos, acabemos por achar que somos todos parecidos. A sociedade, fascinada por si mesma, olha-se num espelho quebrado pela ausência de alteridade.

Nessa realidade despedaçada, reconhecer a diferença torna-se inaceitável, porque se induz a encerrar o outro na representação de si para fazê-lo existir socialmente no prolongamento da própria imagem. Mundo de Alice: caímos na toca do coelho.

Segundo o senso comum, quando se menciona a expressão “gênero”, referimo-nos ao ser humano, o gênero humano, composto pela mulher (sexo feminino) e pelo homem (sexo masculino). Segundo a sociologia, gênero corresponde aos papéis desempenhados pelos sexos nas mais variadas sociedades de todas as épocas.

Atualmente, procura se traçar uma sutil distinção. O sexo passaria a se referir às determinações naturais, os dois sexos caracterizados genitalmente e, ao lado do sexo, haveria também o “gênero”, termo que, longe de evocar os papéis exercidos pelos indivíduos na sociedade, historicamente variáveis e determináveis e frutos da interação entre natureza e cultura, seria concebido como exclusivo fruto da cultura. Pode aparecer ou desaparecer, segundo as sociedades e os indivíduos.

Nesse sentido, por exemplo, poderia se dizer – como já ouvi de um acadêmico – que o amor materno não está inscrito na natureza da mulher, mas que esse sentimento nasceu num determinado contexto cultural e que, por isso, pode sumir se a cultura cambiar para outra direção. Encontramo-nos, pois, diante de uma nova revolução cultural: a ideologia de gênero.

Nessa visão, qualquer que seja o sexo, um indivíduo poderia escolher e construir socialmente seu gênero. Um homem poderia optar pela heterossexualidade, homossexualidade ou pela transexualidade. Como efeito, creio que o nexo indivíduo-família-sociedade corre o risco de se perder e a pessoa restar reduzida a um mero indivíduo, à mercê do humor estatal e de todos os tipos de condicionamentos que normalmente daí derivam. Um delírio para os estatólatras.

A ideologia de gênero é um sistema fechado contra o qual não há nenhuma maneira de discutir. Você não pode apelar à natureza, razão, experiência ou opiniões e desejos de homens e mulheres reais, porque, de acordo com os axiomas dessa cartilha ideológica, tudo isso é “socialmente construído”. Não importa quanta evidência se acumule contra seus postulados. Continuarão a insistir que se trata de mais uma prova da “massiva conspiração do patriarcado” contra os novos papéis sexuais.

A unidade e a igualdade entre mulher e homem não anulam as diferenças. As qualidades de um e de outro são amplamente variáveis, mas elas se desenvolvem e se entrelaçam sobre uma base comum, que não pode ser neutralizada, salvo com um esforço desmedido – como faz a ideologia de gênero – que, no final, acabará por conduzir o indivíduo à aporia da autonegação.

Romper com a natureza biológica não ajuda nem a mulher e nem o homem a liberar-se. Por isso, a dimensão da cultura deve estar atenta para isso e somar seus esforços nesse sentido. Nessa ótica, podemos sugerir uma “perspectiva de gênero”, se nessa igualdade estiver incluído o direito a ser diferente e em substituição à ideologia de gênero, que ignora esse direito.

Enfim, essa “perspectiva de gênero” seria apta a tutelar o direito à distinção biopsicológica entre homens e mulheres, promover a corresponsabilidade em todo âmbito social e, ao contrário da ideologia de gênero, afastar a postura extremista de mortificar a diferenciação natural entre os dois sexos. Em suma, intermediaria um diálogo fecundo e vital de compreensão da diversidade entre os sexos: distinguiria para unir. E não para separar.

Heidegger afirmava que cada época tem um tema para o pensamento se debruçar. Quando a distinção entre o biológico e o sociológico degenera para uma oposição entre natureza e cultura, o gênero transforma-se num projeto com pretensões de transformação social, a desconstruir a linguagem, educação e cultura. Então, em resposta ao filósofo, o tema para reflexão de nosso tempo – para todos, todas e, sobretudo, para todxs – é a da diferença interdita. Com respeito à divergência, é o que penso.

André Gonçalves Fernandes é juiz de direito, doutorando em Filosofia e História da Educação, professor, pesquisador, coordenador acadêmico do IFE e membro da Academia Campinense de Letras (fernandes.agf@hotmail.com)

Artigo publicado no jornal Correio Popular, edição 26/10/2016, Página A-2, Opinião.

INÍCIO DO CURSO, MAS INSCRIÇÕES PRORROGADAS! :: CURSO “LITERATURA &…” :: [EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA IFE CAMPINAS]

CURSOS IFE | 05/08/2016 | | IFE CAMPINAS

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Liteatura e - WEB - SEMI-COMPLETO - INSCRICOES-PRORROGADAS-01

Já temos turma e iniciaremos o curso na manhã deste sábado, 06/08/2016, 9h, conforme cronograma. Mas há vagas! As inscrições foram prorrogadas até 31/08. Se ainda não conhece o curso, confira detalhes abaixo, como aulas, professores, ementas etc.

Saiba como a Literatura pode lhe ajudar a compreender melhor as coisas em diferentes áreas fazendo este curso; sim, este curso tem conteúdo que vale para a vida. Ademais, se você ainda não está na universidade mas gostaria de um conteúdo de nível universitário você pode adquiri-lo fazendo este curso. Ainda, se tem interesse no tema mas seus professores não falam disso (seja no Ensino Médio, Graduação ou Pós-graduação), este curso serve a você. Se tem interesse no tema e precisa cumprir horas em atividades como esta, este curso também cabe a você. Entre outros, como sendo o único no mercado, além de um preço acessível ao padrão oferecido, entre outros… Confira e faça sua inscrição!

LITERATURA &…*

CURSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA – IFE CAMPINAS

AULAS, CONTEÚDO E QUALIFICAÇÃO DOS PROFS. (com calendário)

1. LITERATURA E AMOR
06/08/2016

Prof. Ms. Eduardo Gama

Mestre em Literatura Portuguesa pela USP, Jornalista e Publicitário. Gestor do núcleo de Literatura do IFE – Campinas.

Um passeio pela Poesia ao longo dos séculos: Bernard de Ventadour, Dante, Camões, Gonçalves Dias, Vinícius de Moraes, entre outros.  O modo como manifestamos o amor não surgiu na Grécia antiga, mas sim na Idade Média, com os trovadores. Qual a concepção apresentada por eles? Como essa ideia foi transformada ao longo dos séculos? Como exprimimos o amor nos dias de hoje nas grandes obras artísticas? São essas as questões que serão abordadas nesta apresentação.

2. LITERATURA E IDEOLOGIA
10/09/2016

Profa. Dra. Chimena Gama

Doutora em Teoria Literária pela UNESP.

O engajamento obrigatório e suas marcas na literatura de vários países a partir do século XIX. As filosofias da esquerda política deixaram as mais diversas marcas nas artes sobretudo a partir do século XIX. Na literatura, a discussão em torno do engajamento e do real valor de uma obra panfletária ganhou espaço enorme já no século XX. A preocupação com a arte literária seria compatível com a propaganda? As reviravoltas em torno desse dilema e como alguns teóricos da literatura e escritores resolveram-no (ou não) é o que veremos, a partir de obras diversas acerca do tema como as de Plékhanov , Maiakóvski, os surrealistas franceses, os portugueses neorrealistas e poetas brasileiros como Carlos Drummond de Andrade.

3. LITERATURA E CONHECIMENTO
01/10/2016

Prof. Dr. Rafael Ruiz

Bacharel em Direito (USP), Mestre em Direito Internacional (USP) e Doutor em História Social (USP).

O apanhador no campo de centeio, Dom Quixote e Admirável Mundo Novo. A Literatura tem sido considerada como fonte de entretenimento, de lazer e, no máximo, de cultura e de erudição, mas raramente como forma de conhecimento. A palestra procurará mostrar como é uma das fontes privilegiadas quando se trata de saber em que consiste o “ser humano”. E procurará mostrar como se chegou a essa situação e o que é que a Literatura ensina sobre o homem.

4. LITERATURA E DIREITO
22/10/2016

Prof. Ms. André Fernandes

Juiz de direito, doutorando em Filosofia e História da Educação, pesquisador, professor, coordenador acadêmico do IFE e membro da Academia Campinense de Letras.

Shakespeare. Medida por medida. Circulamos entre três concepções do ato de julgar: empática, rígida e prudencial. A obra de Shakespeare apresenta tais modelos contrapondo entre si de maneira brilhante, nas pessoas de Vicênio, o duque de Viena, de Ângelo, regente de Viena, na ausência do duque e de Escalo, o sábio e decano conselheiro. A peça mostra as reações dos envolvidos quando a sociedade vienense é governada por cada um desses estilos de julgar e, ao final, sugere um dos modelos como o melhor na condução dos destinos de uma cidade.

5. LITERATURA E RENASCIMENTO
05/11/2016

Profa. Dra. Guacira Marcondes Machado Leite

Graduação em Letras Românicas pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Araraquara (1966), mestrado em Letras (Língua e Literatura Francesa) pela USP (1982) e doutorado em Letras (Língua e Literatura Francesa) pela USP (1991). Atualmente é professora Livre Docente da UNESP.

O Renascimento foi o retorno aos cânones artísticos e temas greco-latinos, a partir do     século XIV na Itália. Um grande desejo de interioridade coloca o homem no centro dos interesses, e ele busca relacionar-se com o mundo através de novas experiências.  A busca do prazer sensorial, do espírito crítico e racionalista completa o panorama ideológico da época. As profundas mutações ideológicas que partem da Itália espalham-se pela Europa até o século XVII, e uma nova cultura irá traduzir uma visão de mundo que será conhecida por Humanismo. A Literatura apresenta grandes obras de grandes autores nesse período, os quais serão determinantes para o desenvolvimento literário dos séculos posteriores.

INFORMAÇÃO GERAL

Curso de Extensão Universitária, denominado Literatura &, composto por 5 aulas (2,5 horas cada), escalonadas em um semestre de atividades (agosto a novembro/2016), promovido pelo IFE Campinas em parceria com o Unisal.

BENEFÍCIOS
▪ Único no mercado
▪Material (pasta, crachá, folhas e caneta)
▪Entrega de uma obra de literatura consagrada
▪Salas com recursos multimídia
▪ Professores altamente qualificados
▪Conhecimento útil para a vida
▪Coffee break a cada atividade
▪Artigos do IFE no Correio Popular no mailing list dos alunos
▪ Recebimento de certificado ao final

INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ 31/08
Matricule-se diretamente no site do Unisal no seguinte link: http://unisal.br/cursos/literatura/

INVESTIMENTO: 4 parcelas de R$168,90 para 5 aulas (R$168,90 na matrícula e mais 3 de R$168,90). Pagamento via UNISAL.

LOCAL E HORÁRIO:
HORÁRIO: Manhãs de sábado. 9h00-10h30 (1ª parte); 10h30 Coffee break; 11h00-12h00 (2ª e última parte).
LOCAL: Unisal (Unidade Liceu) – Campinas/SP
R. Baronesa Geraldo de Resende, 330
CEP: 13075-270

* OBS.: Quem já viu o anúncio deste curso outras vezes, informamos que houve uma pequena mudança no cronograma, na verdade apenas uma data muda com uma troca de datas entre professores, sem prejuízo aos alunos, pois os professores e as aulas continuam os mesmos. A do dia 24/09 vai para 01/10. Isso mudado, o Prof. Eduardo Gama, que daria a terceira aula, troca a data com o Prof. Rafael Ruiz: Prof. Rafael Ruiz fica com a terceira aula em vez da primeira e Prof. Eduardo Gama fica com a primeira aula em vez da terceira. O cronograma acima está atualizado (o anúncio acima da imagem também já está atualizado).

CURSO "LITERATURA &…" [EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA IFE CAMPINAS] | [POST ATUALIZADO]

CURSOS IFE | 22/07/2016 | | IFE CAMPINAS

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Liteatura e - WEB - SEMI-COMPLETO v4 - datas-novas - 3-01

Além dos benefícios já anunciados, saiba como a Literatura pode lhe ajudar a compreender melhor as coisas em diferentes áreas fazendo este curso; sim, este curso tem conteúdo que vale para a vida. Ademais, se você ainda não está na universidade mas gostaria de um conteúdo de nível universitário você pode adquiri-lo fazendo este curso. Ainda, se tem interesse no tema mas seus professores não falam disso (seja no Ensino Médio, Graduação ou Pós-graduação), este curso serve a você. Se tem interesse no tema e precisa cumprir horas em atividades como esta, este curso também cabe a você. Entre outros, como sendo o único no mercado, além de um preço acessível ao padrão oferecido. Confira e solicite sua inscrição!

* Sobre a mudança no cronograma, na verdade apenas uma data muda com uma troca de datas entre professores, sem prejuízo aos alunos, pois os professores e as aulas continuam os mesmos. A do dia 24/09 vai para 01/10. Isso mudado, o Prof. Eduardo Gama, que daria a terceira aula, troca a data com o Prof. Rafael Ruiz: Prof. Rafael Ruiz fica com a terceira aula em vez da primeira e Prof. Eduardo Gama fica com a primeira aula em vez da terceira. Segue abaixo cronograma atualizado (o anúncio acima da imagem também já está atualizado):

LITERATURA &…

CURSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA – IFE CAMPINAS

AULAS, CONTEÚDO E QUALIFICAÇÃO DOS PROFS. (com calendário)

1. LITERATURA E AMOR
06/08/2016

Prof. Ms. Eduardo Gama

Mestre em Literatura Portuguesa pela USP, Jornalista e Publicitário. Gestor do núcleo de Literatura do IFE – Campinas.

Um passeio pela Poesia ao longo dos séculos: Bernard de Ventadour, Dante, Camões, Gonçalves Dias, Vinícius de Moraes, entre outros.  O modo como manifestamos o amor não surgiu na Grécia antiga, mas sim na Idade Média, com os trovadores. Qual a concepção apresentada por eles? Como essa ideia foi transformada ao longo dos séculos? Como exprimimos o amor nos dias de hoje nas grandes obras artísticas? São essas as questões que serão abordadas nesta apresentação.

2. LITERATURA E IDEOLOGIA
10/09/2016

Profa. Dra. Chimena Gama

Doutora em Teoria Literária pela UNESP.

O engajamento obrigatório e suas marcas na literatura de vários países a partir do século XIX. As filosofias da esquerda política deixaram as mais diversas marcas nas artes sobretudo a partir do século XIX. Na literatura, a discussão em torno do engajamento e do real valor de uma obra panfletária ganhou espaço enorme já no século XX. A preocupação com a arte literária seria compatível com a propaganda? As reviravoltas em torno desse dilema e como alguns teóricos da literatura e escritores resolveram-no (ou não) é o que veremos, a partir de obras diversas acerca do tema como as de Plékhanov , Maiakóvski, os surrealistas franceses, os portugueses neorrealistas e poetas brasileiros como Carlos Drummond de Andrade.

3. LITERATURA E CONHECIMENTO
01/10/2016

Prof. Dr. Rafael Ruiz

Bacharel em Direito (USP), Mestre em Direito Internacional (USP) e Doutor em História Social (USP).

O apanhador no campo de centeio, Dom Quixote e Admirável Mundo Novo. A Literatura tem sido considerada como fonte de entretenimento, de lazer e, no máximo, de cultura e de erudição, mas raramente como forma de conhecimento. A palestra procurará mostrar como é uma das fontes privilegiadas quando se trata de saber em que consiste o “ser humano”. E procurará mostrar como se chegou a essa situação e o que é que a Literatura ensina sobre o homem.

4. LITERATURA E DIREITO
22/10/2016

Prof. Ms. André Fernandes

Juiz de direito, doutorando em Filosofia e História da Educação, pesquisador, professor, coordenador acadêmico do IFE e membro da Academia Campinense de Letras.

Shakespeare. Medida por medida. Circulamos entre três concepções do ato de julgar: empática, rígida e prudencial. A obra de Shakespeare apresenta tais modelos contrapondo entre si de maneira brilhante, nas pessoas de Vicênio, o duque de Viena, de Ângelo, regente de Viena, na ausência do duque e de Escalo, o sábio e decano conselheiro. A peça mostra as reações dos envolvidos quando a sociedade vienense é governada por cada um desses estilos de julgar e, ao final, sugere um dos modelos como o melhor na condução dos destinos de uma cidade.

5. LITERATURA E RENASCIMENTO
05/11/2016

Profa. Dra. Guacira Marcondes Machado Leite

Graduação em Letras Românicas pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Araraquara (1966), mestrado em Letras (Língua e Literatura Francesa) pela USP (1982) e doutorado em Letras (Língua e Literatura Francesa) pela USP (1991). Atualmente é professora Livre Docente da UNESP.

O Renascimento foi o retorno aos cânones artísticos e temas greco-latinos, a partir do     século XIV na Itália. Um grande desejo de interioridade coloca o homem no centro dos interesses, e ele busca relacionar-se com o mundo através de novas experiências.  A busca do prazer sensorial, do espírito crítico e racionalista completa o panorama ideológico da época. As profundas mutações ideológicas que partem da Itália espalham-se pela Europa até o século XVII, e uma nova cultura irá traduzir uma visão de mundo que será conhecida por Humanismo. A Literatura apresenta grandes obras de grandes autores nesse período, os quais serão determinantes para o desenvolvimento literário dos séculos posteriores.

INFORMAÇÃO GERAL

Curso de Extensão Universitária, denominado Literatura &, composto por 5 aulas (2,5 horas cada), escalonadas em um semestre de atividades (agosto a novembro/2016), promovido pelo IFE Campinas em parceria com o Unisal.

BENEFÍCIOS
▪ Único no mercado
▪Material (pasta, crachá, folhas e caneta)
▪Entrega de uma obra de literatura consagrada
▪Salas com recursos multimídia
▪ Professores altamente qualificados
▪Conhecimento útil para a vida
▪Coffee break a cada atividade
▪Artigos do IFE no Correio Popular no mailing list dos alunos
▪ Recebimento de certificado ao final

INSCRIÇÕES
Matricule-se diretamente no site do Unisal no seguinte link: http://unisal.br/cursos/literatura/

INVESTIMENTO: 4 parcelas de R$168,90 para 5 aulas (R$168,90 na matrícula e mais 3 de R$168,90). Pagamento via UNISAL.

LOCAL E HORÁRIO:
HORÁRIO: Manhãs de sábado. 9h00-10h30 (1ª parte); 10h30 Coffee break; 11h00-12h00 (2ª e última parte).
LOCAL: Unisal (Unidade Liceu) – Campinas/SP
R. Baronesa Geraldo de Resende, 330
CEP: 13075-270